Cemaden expande rede de monitoramento e passa a monitorar 1.295 municípios

Desde o dia 17 de março de 2026, o número de municípios monitorados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) passou de 1.133 para 1.295. As 162 cidades adicionais fazem parte das ações do Cemaden no âmbito do Novo PAC (Fase 1), definidas a partir de lista prioritária elaborada pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, que inclui localidades com alta vulnerabilidade a desastres geo-hidrológicos — deslizamentos de terra, enxurradas e inundações. Entre os estados com maior número de municípios beneficiados estão Santa Catarina, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco.

Para o monitoramento conduzido pelo Cemaden é fundamental dispor das áreas de riscos mapeadas, cujos mapeamentos são providos majoritariamente pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB/MME), assim como de rede de monitoramento de chuvas. A ampliação da rede observacional foi viabilizada pela inclusão do Centro no Novo PAC, que desde 2023 destinou recursos iniciais para a aquisição e instalação de pluviômetros automáticos com transmissão automática de dados para o Centro.

A diretora do Cemaden, Regina Alvalá, destaca que o incremento no número de municípios com equipamentos para monitoramento de chuvas é fundamental para subsidiar o acompanhamento de extremos de chuvas e a emissão de alertas de riscos de desastres, especialmente diante do crescimento na frequência e intensidade de chuvas que têm deflagrado deslizamentos de terra, enxurradas, inundações e alagamentos. “Quando os eventos climáticos extremos ocorrem e as vulnerabilidades são altas, tem-se a ocorrência de desastres que culminam em significativos impactos sociais, econômicos, em infraestruturas e ao meio ambiente”, avalia.

Além da instalação de equipamentos, os recursos do Novo PAC estão sendo aplicados na construção de um novo datacenter, com previsão de conclusão da infraestrutura tecnológica até o fim de 2026. A meta do Cemaden, com o aporte adicional de R$60 milhões, é dispor de rede de monitoramento ambiental para a totalidade dos 2.095 municípios brasileiros suscetíveis a desastres geo-hidrológicos e prioritários para monitoramento.